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O problema da quarta motivação no âmbito ascético

Felipe Cardoso Martins Lima

Autor
Felipe Cardoso Martins Lima
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
4 / 2
Ano
2013
DOI
10.5902/2179378633956
Páginas
53-68
Idioma
pt
2013Felipe Cardoso Martins Lima. O problema da quarta motivação no âmbito ascético. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 4, n. 2, p. 53-68, 2013.3

Pretende-se apresentar neste artigo uma análise da noção de liberdade a partir da filosofia de Schopenhauer. Objetiva-se, por um lado, comentar a ideia de uma liberdade consciente no fenômeno, na qual são enaltecidos os aspectos do conhecimento do todo da vida, e, por outro, ressaltar a presença de uma Besonnenheit der Vernunft, anunciada por Schopenhauer como um meio termo entre conhecimento intuitivo e abstrato. Propõe-se, então, debater essa noção, uma vez que, embora tal Besonnenheit der Vernunft se dê no âmbito místico, serão demonstradas algumas possibilidades interpretativas, das quais se sobressalta a impossibilidade da liberdade no âmbito fenomênico, seja na esfera negativa (asceta), seja no horizonte afirmativo (conquistador de mundos). Assim, para alcançar o objetivo fundamental desse artigo, a investigação se fundamentará nos quadros principais do pensamento schopenhaueriano, a partir da análise rigorosa das três motivações das ações humanas e, em especial, de uma quarta motivação própria do asceta, apresentada no parágrafo 48 dos suplementos.