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O profano transformado em sagrado pelo interdito: Uma análise de O Nome da Rosa, de Umberto Eco

Helano Ribeiro, Laura Silva e Souza

Autor
Helano Ribeiro, Laura Silva e Souza
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
67 / 1
Ano
2022
DOI
10.15448/1984-6746.2022.1.42024
Páginas
e42024
Idioma
pt
2022Helano Ribeiro, Laura Silva e Souza. O profano transformado em sagrado pelo interdito: Uma análise de O Nome da Rosa, de Umberto Eco. Veritas (Porto Alegre), v. 67, n. 1, p. e42024, 2022.2

Ao longo de suas obras, Georges Bataille e Roger Caillois se concentraram na conexão inabalável entre termos, aparentemente contrários, como interdição e transgressão, homogêneo e heterogêneo e mundos profanos e sagrados. Apesar de esses seis termos estarem ligados entre si, é no último par que este artigo se concentrará, pois tem como objetivo analisar de quais formas lugares, objetos e pessoas podem se transformar em entidades sagradas no romance O Nome da Rosa, de Umberto Eco, usando como base as teorias de ambos os filósofos franceses com o apoio de Giorgio Agamben. Entende-se que tais relações mencionadas acima, embora possam parecer opostas à primeira vista, são, de fato, determinadas umas pelas outras, pois nenhuma delas pode existir por si mesma.