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O que fazemos e pressupomos quando demonstramos: Da semântica à meta-pragmática

Eduarda Calado Barbosa, Felipe Nogueira de Carvalho

Autor
Eduarda Calado Barbosa, Felipe Nogueira de Carvalho
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
65 / 3
Ano
2021
DOI
10.15448/1984-6746.2020.3.38525
Páginas
e38525
Idioma
en
2021Eduarda Calado Barbosa, Felipe Nogueira de Carvalho. O que fazemos e pressupomos quando demonstramos: Da semântica à meta-pragmática. Veritas (Porto Alegre), v. 65, n. 3, p. e38525, 2021.2

Neste artigo, defendemos que demonstrativos são expressões de atenção conjunta. Apesar de esta ideia não ser exatamente nova na literatura filosófica ou linguística, argumentaremos aqui que seus defensores ainda não mostraram como combinar tais observações com teorias mais tradicionais de demonstrativos. Nosso propósito é, então, preencher essa lacuna. Nós argumentaremos que atividades de atenção coordenada são mais bem integradas a uma teoria de demonstrativos como informação meta-pragmática. Defenderemos dois pontos. Primeiramente, que pressupor pragmaticamente a saliência do referente é um aspecto fundamental de se usar demonstrativos (algo previsto por sua semântica e meta-semântica). Em segundo lugar, sustentaremos que a pragmática de demonstrar só pode ser apropriadamente entendida em relação a condições meta-pragmáticas que têm a ver com a atenção conjunta. Nós usaremos testes de intuições de “gaps” de valor de verdade como evidência para tal alegação. Nossa proposta nos provê com uma visão completa do que os falantes fazem e pressupõem quando se engajam em atos de referência demonstrativa através da linguagem.