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O radicalismo de direita e a personalidade autoritária em Theodor Adorno

Reginaldo Aliçandro Bordin, José Francisco de Assis Dias

Autor
Reginaldo Aliçandro Bordin, José Francisco de Assis Dias
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
47 / 3
Ano
2024
DOI
10.1590/0101-3173.2024.v47.n3.e02400195
Páginas
e02400195
Idioma
pt
2024Reginaldo Aliçandro Bordin, José Francisco de Assis Dias. O radicalismo de direita e a personalidade autoritária em Theodor Adorno. Trans/Form/Ação, v. 47, n. 3, p. e02400195, 2024.3

O tema deste estudo é o pensamento político de Theodor Adorno, referente às suas contribuições sobre o radicalismo de direita e a personalidade autoritária. Na conferência que pronunciou, em 6 de abril de 1967, intitulada Aspectos do novo radicalismo de direita, Adorno partiu do pressuposto de que o novo radicalismo em nada diferia do antigo, isto é, não havia rupturas nas posições políticas autoritárias que se estabeleceram no Pré-Guerra e no Pós-Guerra, de 1945. Essa constatação o levou a considerar o fascismo-nacionalismo um fenômeno social e político vinculado à sociedade burguesa e à personalidade autoritária, que ele investigou nos Ensaios sobre psicologia social e psicanálise. Para o estudo do tema, a compreensão dos acontecimentos e ideias aludidas por Adorno se faz relacionada à história, em sua dinâmica de mudança e permanência, e à Teoria Crítica, capaz de pôr em discussão esse movimento. A permanência de ideias e políticas autoritárias, mesmo na atualidade, suscita interesses de investigadores desejosos em entender as motivações e fundamentos. Isso justifica um retorno ao pensamento de Adorno. Por isso, o objetivo proposto é o de compreender, em Adorno, a permanência (ou retorno) de posições políticas autoritárias, num momento no qual elas foram vencidas, com o fim da Segunda Guerra Mundial.