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O RELATIVISMO EPISTÊMICO SOBRE A CIÊNCIA: Um desacordo entre filosofia e sociologia do conhecimento científico

Maurício Cavalcante Rios

Autor
Maurício Cavalcante Rios
Revista
Revista Paranaense de Filosofia
Edição
1 / 2
Ano
2021
DOI
10.33871/27639657.2021.1.2.5910
Páginas
33-54
Idioma
pt
2021Maurício Cavalcante Rios. O RELATIVISMO EPISTÊMICO SOBRE A CIÊNCIA: Um desacordo entre filosofia e sociologia do conhecimento científico. Revista Paranaense de Filosofia, v. 1, n. 2, p. 33-54, 2021.5

Neste trabalho, temos como objetivo investigar o desacordo entre Filosofia e Sociologia do Conhecimento Científico em torno da noção do relativismo. Esse desacordo orbita ao redor da Tese da Igual Validade e da Tese do Construcionismo Forte, compreendendo que Epistemologia e Filosofia da Ciência refletem imagens sociais de suas épocas. David Bloor (2011) declara que é hábito dos filósofos antirrelativistas confundir a Tese da Igual Validade e a Tese do Construcionismo Social Forte com o relativismo da Sociologia do Conhecimento Científico. Justificando que esse debate situa-se entre Epistemologia, Filosofia da Ciência e Sociologia do Conhecimento Científico, uma vez que há diferentes atribuições sobre a formação de crenças para o conhecimento científico, o problema desse artigo é o seguinte: se os argumentos relativistas de David Bloor (2011) criticam posturas epistemológicas antirrelativistas, então o relativismo do Programa Forte endossa o relativismo epistêmico ? Para respondermos esse problema, partimos da seguinte hipótese: se as Teses do Programa Forte se dirigem a diversos modos de se conhecer, então seu relativismo é epistêmico. Palavras-chaves: Epistemologia, Filosofia da Ciência, Sociologia do Conhecimento Científico, Relativismo, Relativismo Epistêmico.