Artigo
Ver fonte original- Autor
- Ronaldo Amaral
- Revista
- Revista Archai
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.14195/1984-249X_35_25
- Idioma
- pt
2025Ronaldo Amaral. O sonho como autoengano em Sêneca. Revista Archai, 2025.2
Na Antiguidade greco-romana, notadamente no bojo do pensamento filosófico, o sonho constitui a interface entre o mítico-religioso e o psíquico-racional, geralmente indicando seu lugar de intersecção. Por isso, tendem a ser beneficentes, prevendo tragédias ou inclusive permitindo a aplicação de terapias curativas; no entanto, podem remeter simplesmente às vicissitudes próprias da psique, indicando um estado de confusão e tanto do ponto de vista de um desvio ou obnubilação da razão desperta, quanto, e como seu corolário, da incapacidade de exercer o conhecimento e acessar o real. Sêneca, demonstrar-se-á aqui, é o porta-voz dessa última perspectiva.
Palavras-chave:
