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O sujeito metafísico na arte

FRANCIELE KRINDGES VIEIRA

Autor
FRANCIELE KRINDGES VIEIRA
Revista
Revista DIAPHONÍA
Edição
9 / 2
Ano
2023
DOI
10.48075/rd.v9i2.31235
Páginas
123-131
Idioma
pt
2023FRANCIELE KRINDGES VIEIRA. O sujeito metafísico na arte. Revista DIAPHONÍA, v. 9, n. 2, p. 123-131, 2023.2

Neste artigo, discutiremos a visão de Arthur Schopenhauer sobre o sujeito metafísico na arte, conhecido como “gênio”. O gênio é o artista que possui um conhecimento superior sobre a vontade e é capaz de contemplar a vida por si mesma, concebendo as ideias de cada coisa. Esse sujeito é isento de vontade e livre do princípio de razão, dedicando-se à contemplação profunda do objeto. Schopenhauer explora a relação entre a vontade e a representação, em que a vontade constitui o mundo e a representação é a objetidade da vontade tornada objeto. A representação pode ocorrer de forma direta, sem o uso de formas particulares de conhecimento, ou de forma indireta, utilizando o princípio de razão para conhecer. As ideias, como modelos manifestados em existências particulares, são estranhas ao conhecimento individual. A fim de que as ideias se tornem objetos de conhecimento, é necessário suprimir a individualidade no sujeito que conhece, resultando no sujeito metafísico. Schopenhauer relaciona a coisa em si de Kant com a vontade não objetivada.