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O viés político da tese de Arendt sobre Agostinho

Rodrigo Ponce Santos

Autor
Rodrigo Ponce Santos
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
2 / 2
Ano
2015
DOI
10.26512/rfmc.v2i2.12481
Páginas
89-106
Idioma
pt
2015Rodrigo Ponce Santos. O viés político da tese de Arendt sobre Agostinho. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 2, n. 2, p. 89-106, 2015.4

A tese de Arendt sobre Agostinho (Der Liebesbegriff bei Augustin / O Conceito de Amor em Agostinho), apresentada em 1929 e revisada pela autora entre os anos cinquenta e sessenta, é geralmente tomada como obra de juventude e preterida por seus leitores e comentadores. Na contramão dessa tendência, este artigo sugere que possamos encontrar nesses escritos o despontar de temas que serão deslocados pela autora em seus posteriores esforços para iluminar a experiência política. Trata-se então de tecer um comentário geral sobre a tese, indicando possíveis aproximações com os textos da maturidade, sobretudo no que diz respeito a três temas: a revelação de um ser singular através da ação; o papel da memória e da narração na constituição de nossa existência; e a confiança como única garantia de nossos acordos e promessas.