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Opiniões, argumentos e o persuasivo (pithanon) em Epicteto

Aldo Dinucci, Kelli Rudolph

Autor
Aldo Dinucci, Kelli Rudolph
Revista
Revista Archai
Ano
2026
DOI
10.14195/1984-249X_36_01
Páginas
e03601
Idioma
pt
2026Aldo Dinucci, Kelli Rudolph. Opiniões, argumentos e o persuasivo (pithanon) em Epicteto. Revista Archai, p. e03601, 2026.2

Epicteto segue a ortodoxia estoica - e a própria definição de Zenão - ao enfatizar a importância da lógica para detectar sofismas. Ele chega a afirmar que é uma virtude que engloba quatro outras: cuidado, cautela, irrefutabilidade e seriedade. Neste artigo argumentamos que o interesse de Epicteto no teste de representações se estende também a premissas e argumentos. O filósofo deve compreender as consequências do que foi concedido, oferecer demonstrações válidas, acompanhar as demonstrações dos seus interlocutores e, em última análise, ser capaz de detectar sofismas. Esses sofismas, bem como as premissas e argumentos a eles relacionados, são frequentemente caracterizados por Epicteto como persuasivos (pithanon). Argumentamos que o que ele quer dizer com isto é que os sofismas e os seus componentes são enganosos, muitas vezes deliberadamente. Para fazer tal juízo, entretanto, o filósofo deve dominar a dialética estoica e o estudo dos sofismas.