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Os curtas-metragens de Paulo Sacramento e o debate sobre a violência no Brasil dos anos 1990

Rosane Kaminski

Autor
Rosane Kaminski
Revista
Antíteses
Edição
12 / 23
Ano
2019
DOI
10.5433/1984-3356.2019v12n23p698
Páginas
698-727
Idioma
pt
2019Rosane Kaminski. Os curtas-metragens de Paulo Sacramento e o debate sobre a violência no Brasil dos anos 1990. Antíteses, v. 12, n. 23, p. 698-727, 2019.3

Os curtas-metragens Ave (1992) e Juvenília (1994), ambos realizados por Paulo Sacramento, são objetos de reflexão neste texto, que tem como propósito amplo discutir as relações entre imagem e violência. O exame dos filmes é feito a partir da ideia de violência, que está presente no seu âmbito semântico e também na sua linguagem, inventiva e irônica. Dois fenômenos observados na história brasileira dos anos 1980-90 se articulam à análise fílmica: 1) a exacerbação da violência social e sua visibilidade nos debates acadêmicos, culturais e políticos; e 2) o aumento na produção de curtas-metragens, incluindo um significativo grupo de filmes que discute a violência no país. Com interesse em averiguar a conexão entre filmes e conjuntura social, olha-se para esses dois curtas-metragens de Paulo Sacramento, não apenas como “representação da violência”, mas como produtos que participam do processo de “desnaturalização” e ampliação das discussões críticas sobre a violência no Brasil.