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Os dois lados do limite da crítica: por que o númeno faz parte da analítica?

Paulo Santana Júnior Borges

Autor
Paulo Santana Júnior Borges
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
22 / 1
Ano
2022
DOI
10.31977/grirfi.v22i1.2556
Páginas
34-48
Idioma
pt
2022Paulo Santana Júnior Borges. Os dois lados do limite da crítica: por que o númeno faz parte da analítica?. Griot : Revista de Filosofia, v. 22, n. 1, p. 34-48, 2022.2

A partir da preocupação sistemática com as divisões da CRP, abordamos o terceiro capítulo da Analítica dos Princípios, incluindo também suas teses sobre a transgressão da razão e sobre o “alargamento negativo”. Nossa proposta é mostrar a especificidade do conceito de númeno frente às outras categorias do entendimento, sem perder de vista sua pertinência dentro da Analítica Transcendental. A peculiaridade desse conceito expressa de maneira privilegiada a relação da crítica com os limites do conhecimento, uma vez que númeno é uma representação posta fora da possibilidade da intuição, mas que é exposta por análise do conhecimento – e não por inferência, como seria o caso das ideias da razão. Propomos, portanto, lançar luz sobre os argumentos que, por um lado, limitam o conhecimento e, por outro, permitem ao pensamento uma via para prosseguir além da experiência. Desse modo, a posição do crítico, que na atividade de análise se desprende de interesses específicos em prol de uma investigação imparcial, consegue abarcar o dentro e o fora da delimitação conhecimento.