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OS ESPECTROS COMO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E AS TELE-TECNOLOGIAS:: INJUNÇÕES E DISJUNÇÕES A PARTIR DE UMA LEITURA DE JACQUES DERRIDA

Martha Bernardo

Autor
Martha Bernardo
Revista
Problemata - Revista Internacional de Filosofia
Edição
17 / 1
Ano
2026
DOI
10.7443/problemata.v17i1.73641
Páginas
231-251
Idioma
pt
2026Martha Bernardo. OS ESPECTROS COMO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E AS TELE-TECNOLOGIAS:: INJUNÇÕES E DISJUNÇÕES A PARTIR DE UMA LEITURA DE JACQUES DERRIDA. Problemata - Revista Internacional de Filosofia, v. 17, n. 1, p. 231-251, 2026.2

O presente artigo tem por objetivo, primeiramente, discutir sobre o que considero ser a singularidade da perspectiva derridiana na leitura de Marx: a extração da ideia de fantasma/espectro que teria sido sufocada pela teoria materialista e por sua ontologia, conduzindo à ideia de que há um modo de produção do fantasma que suplementa a produção objetiva e materialista no capitalismo. Essa espectrologia resulta numa transformação inédita da questão do humano, através do que denomino aqui de homem-fantasma e sobre a qual pretende refletir mais detalhadamente. Através da leitura de Espectros de Marx, chegaremos a um segundo momento do artigo, que pretende relacionar, revisitando a entrevista Écographies de la télévision, através dos quase-conceitos de artefatualidade e virtuactualité, uma nova topolítica no mundo contemporâneo, capitaneada, não apenas, mas sobretudo, pelas novas tele-tecnologias. Finalmente, defendo que a atitude da desconstrução em relação a essas mutações deve ser compreendida como farmacológica, ou seja, que seus efeitos negativos ou positivos não estão dados na “coisa” em si, mas nos seus usos e promessas, em situação.