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OS SEIS TIPOS DE BENS NO TRATADO DA FELICIDADE DE TOMÁS DE AQUINO

André Ricardo Randazzo Gomes

Autor
André Ricardo Randazzo Gomes
Revista
Thaumazein: Revista Online de Filosofia
Edição
16 / 32
Ano
2024
DOI
10.37782/thaumazein.v16i32.4453
Páginas
25-41
Idioma
pt
2024André Ricardo Randazzo Gomes. OS SEIS TIPOS DE BENS NO TRATADO DA FELICIDADE DE TOMÁS DE AQUINO. Thaumazein: Revista Online de Filosofia, v. 16, n. 32, p. 25-41, 2024.2

O Tratado da Felicidade (ou Tratado da Bem-Aventurança), escrito por Tomás de Aquino como parte de sua Suma de Teologia, procura determinar qual é o fim último da vida humana, ou seja, o bem supremo da vida humana, e quais são os outros bens que não podem ser isso de nenhum modo. Tomás mostra conhecer uma divisão tríplice dos bens do homem, que inclui os bens exteriores, os bens do corpo e os bens da alma. A estes Tomás acrescenta um tipo de bem que podemos chamar de “intermediário”, na medida em que se situa acima do homem e abaixo de Deus, e consiste no universo e nos anjos. Certamente, Tomás se refere também a Deus. No entanto, há mais um tipo de bem que Tomás menciona neste Tratado. É o bem em comum, ou bem em geral. Neste artigo, procurarei mostrar como Tomás de Aquino trata desses seis tipos de bens no Tratado da Felicidade, e indicarei se esse tratamento confirma ou não algumas teses de alguns estudiosos de Tomás de Aquino, como, por exemplo, a tese de que o homem não tem nenhum fim último natural.