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Os “símbolos” nietzschianos Dioniso e Apolo e a realidade por trás do véu: The Nietzschean "symbols" Dionysus and Apollo and the reality behind the veil

Micael Rosa Silva

Autor
Micael Rosa Silva
Revista
Revista Helius
Edição
4 / 1
Ano
2021
Páginas
22-52
Idioma
pt
2021Micael Rosa Silva. Os “símbolos” nietzschianos Dioniso e Apolo e a realidade por trás do véu: The Nietzschean "symbols" Dionysus and Apollo and the reality behind the veil. Revista Helius, v. 4, n. 1, p. 22-52, 2021.3

Com a intenção de ressaltar a importância que Nietzsche concede à Filosofia grega antiga, o presente trabalho traz algumas considerações acerca do significado dos termos Apolo e Dioniso na sua primeira estética. Interessa-nos refletir em como, por meio da relação entre as pulsões apolínea e dionisíaca, o filósofo concebe a origem do antigo teatro de tragédia e qual a importância deste para o percurso da cultura ocidental. Contudo, a estratégia aqui empregada é considerar o que significam, no âmbito da linguagem, os termos em questão. Pensando nisso, com uma especial atenção aos Fragmentos e Escritos póstumos, este artigo pretende indicar que Apolo e Dioniso são, na obra nietzschiana de juventude, símbolos [Symbole] que expressam uma visão de mundo artística. Para tal, o texto é dividido em três partes: 1) o que Nietzsche entende por “símbolo” de acordo com suas reflexões deixadas nos Fragmentos do período de O Nascimento da tragédia; 2) qual é a visão de mundo metafísico-artística expressa por estes símbolos; 3) qual a função metafísico-artística da tragédia grega, então considerada como a obra de arte superior.