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Os últimos dias de Sócrates: Kierkegaard e a ironia socrática na Apologia de Platão

Thiago Ribeiro de M. Leite

Autor
Thiago Ribeiro de M. Leite
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
9 / 1
Ano
2014
DOI
10.31977/grirfi.v9i1.586
Páginas
253-264
Idioma
pt
2014Thiago Ribeiro de M. Leite. Os últimos dias de Sócrates: Kierkegaard e a ironia socrática na Apologia de Platão. Griot : Revista de Filosofia, v. 9, n. 1, p. 253-264, 2014.2

Este artigo trata de uma leitura singular de Kierkegaard acerca de Sócrates. Segundo o filósofo dinamarquês, haveria na ironia de Sócrates um elemento mais profundo, que não só se conecta com seu método, mas também à sua própria filosofia: trata-se do negativo como ponto de vista filosófico. Assim, na leitura de Kierkegaard, toda a filosofia socrática não passa de ironia. O autor busca evidenciar sob qual atmosfera e segundo qual patologia fundamental movia-se o filósofo grego, para compreender sua postura e pensamento. A ironia é o trabalho do negativo, que no método do questionamento, exaure os conteúdos na direção do abstrato, forma conceitual vazia. E será a Apologia, escrita por Platão, o texto mais apropriado para tal investigação.