Voltar para Artigos
Artigos

Os usos políticos da dialética hegeliana

Diego Echevenguá Quadro

Autor
Diego Echevenguá Quadro
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
23 / 2
Ano
2023
DOI
10.31977/grirfi.v23i2.3310
Páginas
148-159
Idioma
pt
2023Diego Echevenguá Quadro. Os usos políticos da dialética hegeliana. Griot : Revista de Filosofia, v. 23, n. 2, p. 148-159, 2023.2

O presente artigo busca apresentar os distintos usos políticos da dialética hegeliana que podemos encontrar dentro da tradição crítica de esquerda, a chamada “esquerda hegeliana”. Hegel teve um profundo impacto no pensamento político desde que sua obra começou a circular dentro das esferas intelectuais da velha Europa. Marx foi o principal herdeiro da dialética hegeliana no século XIX. Mas contemporaneamente, autores como Slavoj Zizek e o brasileiro Vladimir Safatle dão continuidade à tradição hegeliana de esquerda. Sendo assim, o impacto da dialética hegeliana dentro do debate político contemporâneo não cessou de produzir reverberações. Contudo, existe a questão de se o uso que a tradição crítica de esquerda fez da dialética hegeliana é um uso que pode ser considerado legítimo se partirmos do pensamento do próprio Hegel. Em nosso trabalho, investigaremos se o uso do pensamento de Hegel por parte da tradição crítica de esquerda é um uso legítimo quando comparado com o próprio empreendimento filosófico hegeliano.