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PARÓDIA E MESSIANISMO NO CONCEITO DE FORMA-DE-VIDA EM GIORGIO AGAMBEN

Mauro Rocha Baptista

Autor
Mauro Rocha Baptista
Revista
Sapere Aude
Edição
9 / 18
Ano
2018
DOI
10.5752/P.2177-6342.2018v9n18p253-265
Páginas
253-265
Idioma
pt
2018Mauro Rocha Baptista. PARÓDIA E MESSIANISMO NO CONCEITO DE FORMA-DE-VIDA EM GIORGIO AGAMBEN. Sapere Aude, v. 9, n. 18, p. 253-265, 2018.2

Neste artigo desenvolvemos a relação da paródia com o messianismo para melhor compreender o que o filósofo italiano Giorgio Agamben intenta com seu conceito de forma-de-vida. Forma-de-vida indica uma vida que não se perde em meio a suas formatações externas. Em sua análise deste conceito Agamben propõe que a melhor forma de definir um fenômeno é por sua paródia. Ao buscar fundamentos no próprio autor para esta definição, encontramos um ensaio em que ele define a paródia como oposta à ficção. Enquanto a ficção buscaria a criação de um espaço do “como se”, a paródia abriria a possibilidade para o “como se não”. Esta indicação encaminha a pesquisa para um novo aspecto, uma vez que em O tempo que resta, Agamben define a vocação messiânica a partir do conceito paulino de hós mé, “como não”. Neste sentido paródia e messianismo seriam conceitos próximos, ambos atuando na possibilidade de realizar a forma-de-vida, atuando como uma violência de aniquilação capaz de abrir espaço para uma outra realidade.