Voltar para Artigos
Artigos

PARRHESÍA: : PRÁTICA COTIDIANA DO DIZER A VERDADE SOBRE SI MESMO EM UM MOVIMENTO HISTÓRICO À CONTEMPORANEIDADE

Miriam Barreto de Almeida Passos

Autor
Miriam Barreto de Almeida Passos
Revista
Polymatheia - Revista de Filosofia
Edição
14 / 2021
Ano
2021
Idioma
pt
2021Miriam Barreto de Almeida Passos. PARRHESÍA: : PRÁTICA COTIDIANA DO DIZER A VERDADE SOBRE SI MESMO EM UM MOVIMENTO HISTÓRICO À CONTEMPORANEIDADE. Polymatheia - Revista de Filosofia, v. 14, n. 2021, 2021.2

Este artigo reflete sobre o tema da prática cotidiana do dizer a verdade sobre si, tendo como base o trabalho de Paul Michel Foucault e Zygmunt Bauman. A análise trata sobre a parrhesía em um movimento histórico à complexidade (século XXI), constituindo-se como imprescindível essa premissa. A ideia abordada tem como problemática o dizer de cada um a partir das tecnologias. Embora a parrhesía seja um tema do passado histórico filosófico, contemplando o privilégio do cidadão bem-nascido, aparecendo pela primeira vez em Eurípedes (484-407 a.C.), mostra-se como um vocábulo a ser pensado na contemporaneidade por presumir a veridicção (em que toda forma de vida é constituída por verdades e práticas), “o falante torna manifestamente claro e óbvio que o que ele diz é a sua própria opinião”, marcando no passado um sobrevoo para a construção do sujeito contemporâneo, “[...]um sobrevoo muito esquemático sob a forma de um movimento que arranca o sujeito de seu status e de sua condição” passada para a atual. Neste sentido, a parrhesía é o foco de apreciação e ponderações.