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PARTIDARISMO OU FANATISMO? A CRÍTICA DE DAVID HUME AO CONTRATO SOCIAL E À FACCIONALIZAÇÃO DA POLÍTICA INGLESA

Flávio Augusto de Oliveira Santos

Autor
Flávio Augusto de Oliveira Santos
Revista
Sapere Aude
Edição
1 / 1
Ano
2023
DOI
10.5752/P.2177-6342.2023v1nesp1p97-113
Páginas
97-113
Idioma
pt
2023Flávio Augusto de Oliveira Santos. PARTIDARISMO OU FANATISMO? A CRÍTICA DE DAVID HUME AO CONTRATO SOCIAL E À FACCIONALIZAÇÃO DA POLÍTICA INGLESA. Sapere Aude, v. 1, n. 1, p. 97-113, 2023.2

David Hume notabilizou-se, em seu tempo, por ser crítico da ideia de um contrato original como fonte da legitimidade dos governos por se tratar de um princípio especulativo que gera faccionalização. Esta é uma crítica que aparece de forma explícita nos ensaios políticos do autor, mas, os princípios que a fundamentam já estão presentes na filosofia de Hume desde o Tratado da Natureza Humana. Em verdade, o tema, em maior ou menor grau, perpassa a obra do autor desde o princípio até a História da Inglaterra. Aqui, investigamos a dimensão da crítica humeana e como ela opera em oposição às construções filosóficas e ações políticas por trás do contrato em duas frentes: uma metodológica e outra prática. A primeira, é reforçada pelo paralelo entre o ensaio Do Contrato Original, e a introdução do Tratado, sugerindo que os problemas que lançaram a filosofia ao opróbio se repetem na esfera política da Inglaterra do século XVIII. Já a segunda, diz respeito à forma como certas filosofias, como a de Locke, são lidas pelos partidos. Para ilustrar o argumento do autor, nos valemos da analogia que Hume faz entre ação política motivada por princípios especulativos e o fanatismo religioso.