Voltar para Artigos
Artigos

Pensando num ensino de ciências decolonial a partir da poesia eu-mulher de Conceição Evaristo

Bárbara Simões Barreto de Araújo, Davi Maia Rocha, Fábio Pessoa Vieira

Autor
Bárbara Simões Barreto de Araújo, Davi Maia Rocha, Fábio Pessoa Vieira
Revista
Filosofia e Educação
Edição
13 / 1
Ano
2021
DOI
10.20396/rfe.v13i1.8664162
Páginas
1917-1937
Idioma
pt
2021Bárbara Simões Barreto de Araújo, Davi Maia Rocha, Fábio Pessoa Vieira. Pensando num ensino de ciências decolonial a partir da poesia eu-mulher de Conceição Evaristo. Filosofia e Educação, v. 13, n. 1, p. 1917-1937, 2021.3

A partir de uma perspectiva decolonial do ensino, este artigo objetiva fazer uma reflexão sobre a dinâmica homogênea do ensino de ciências, a qual se comporta como veículo de reprodução de uma visão de mundo eurocentrada, visando universalizar o conhecimento ocidental em detrimento das demais culturas. Tal objetivo justifica-se na importância de analisarmos o espaço de prestígio que ainda é reservado para a racionalidade científica, a qual é propagada sem a devida contextualização histórico-filosófica. Tomaremos como base a poesia Eu-mulher de Conceição Evaristo, partindo do pressuposto de que um ensino eurocentrado exclui de seu bojo os grupos minorizados, principalmente a mulher negra.