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Percepção e atuação dos profissionais da saúde frente a casos de perda gestacional

Giovana Quadros Silva Tonetto, Amanda Cristina Silveira Morim Borges, Anah Giulia Ramos Cisterna, Vanessa Pedroso Gelfuso Lapenta, Selma Aparecida Geraldo Benzoni

Autor
Giovana Quadros Silva Tonetto, Amanda Cristina Silveira Morim Borges, Anah Giulia Ramos Cisterna, Vanessa Pedroso Gelfuso Lapenta, Selma Aparecida Geraldo Benzoni
Revista
Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias
Edição
30 / 1
Ano
2024
DOI
10.34024/prometeica.2024.30.18863
Páginas
284-299
Idioma
pt
2024Giovana Quadros Silva Tonetto, Amanda Cristina Silveira Morim Borges, Anah Giulia Ramos Cisterna, Vanessa Pedroso Gelfuso Lapenta, Selma Aparecida Geraldo Benzoni. Percepção e atuação dos profissionais da saúde frente a casos de perda gestacional. Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias, v. 30, n. 1, p. 284-299, 2024.2

No Brasil, o grande número de perdas gestacionais constitui um grave problema de saúde pública, já que o luto vivenciado por mães e famílias não são validados. A perda gestacional pode contribuir para o desenvolvimento de problemas emocionais que são banalizados pelos profissionais de saúde, que não oferecem suporte adequado e empático. Assim, o objetivo desta pesquisa foi compreender a atuação dos profissionais de saúde, frente à perda gestacional, identificando seus próprios sentimentos, os sentimentos das mulheres e dos familiares, além de atitudes e recursos empregados nessa situação. A pesquisa qualitativa teve caráter descritivo e exploratório, utilizando-se entrevista semiestruturada com dez profissionais da área da saúde que atuam em Ribeirão Preto: cinco enfermeiras, duas psicólogas, duas médicas e uma técnica em enfermagem, todas mulheres; três trabalham em hospitais, uma em domicílio e seis em clínica particular. Agrupou-se os resultados da pesquisa em três categorias: a) Percepção dos sentimentos: profissionais reconhecem a complexidade emocional, abarcando seus próprios sentimentos, os das mulheres e reações familiares. b) Condutas: mesmo enfrentando dificuldades emocionais, buscam um atendimento empático e humanizado. c) Recursos institucionais: há uma notável carência de recursos institucionais, levando os profissionais a preencherem essa lacuna com projetos isolados, porém não institucionalizados. Portanto, é essencial aprimorar a formação dos profissionais de saúde, tanto em termos teóricos quanto práticos, para melhor lidar com desafios emocionais e aprimorar seus atendimentos. Além disso, exige-se maior disponibilidade de recursos institucionais e protocolos que garantam o cuidado humanizado às mães e famílias que enfrentam a perda gestacional.