- Autor
- José Nicolau Heck
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 51 / 4
- Ano
- 2006
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2006.4.34452
- Páginas
- 91-104
- Idioma
- pt
Tendo como pano de fundo o materialismo histórico e o empirismo lógico, o trabalho expõe brevemente o ressurgimento da filosofia política, com a obra Uma teoria da Justiça (1971), de John Rawls, e a revisão radical da mesma, numa concepção adequada ao pluralismo, em Liberalismo Político (1993). Após confrontar a razão pública do liberalismo política com o conceito do político de Carl Schmitt, procura-se formular uma avaliação do pluralismo de Rawls e confrontá-lo com o pluralismo multicultural e com a legalidade apático-consencual das democracias paternalistas pós-modernas. Na conclusão, pronuncia-se contra a mera fidelidade constitucional e posiciona-se a favor de um direito positivo amparado explicitamente no liberalismo político-filosófico da modernidade.
