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Platão e o pensamento grego

Francisco Benjamin de Souza Netto

Autor
Francisco Benjamin de Souza Netto
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
5
Ano
1982
DOI
10.1590/S0101-31731982000100002
Páginas
35-42
Idioma
pt
1982Francisco Benjamin de Souza Netto. Platão e o pensamento grego. Trans/Form/Ação, v. 5, p. 35-42, 1982.2

O Pensamento de Platão tem o encanto das estátuas de Dédalo: esvai-se pelos meandros do discurso, tão logo se pretenda travar com ele uma relação de domínio. A sua correta interpretação exige que se assuma a Polis como o lugar natural no qual emerge, como a limitação que ele se propõe superar remontando à Fysis e ao Ser. Fazê-lo importa em captar o movimento que lhe é próprio, partindo da questão sobre o ente e visualizando a resposta como o enunciado de sua essência, isto é, do eidos, e de seu fundamento, isto é, do Bem como nome próprio do Ser. Determinando o ente em sua essência, o eidos é a medida de toda a adequação, da episteme à Polis.