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PRÁTICAS DO ILUMINISMO MARÍTIMO : NAVEGANDO ENTRE O CONHECIMENTO ACADÊMICO E A EXPERIÊNCIA DOS MARINHEIROS EM NOME DO BEM COMUM

Stefanie Stockhorst

Autor
Stefanie Stockhorst
Revista
Sapere Aude
Edição
3
Ano
2026
DOI
10.5752/P.2177-6342.2026v3n3p8-25
Páginas
8-25
Idioma
pt
2026Stefanie Stockhorst. PRÁTICAS DO ILUMINISMO MARÍTIMO : NAVEGANDO ENTRE O CONHECIMENTO ACADÊMICO E A EXPERIÊNCIA DOS MARINHEIROS EM NOME DO BEM COMUM. Sapere Aude, v. 3, p. 8-25, 2026.2

Este artigo defende uma perspectiva praxeológica sobre os fenômenos do Iluminismo para preencher a lacuna tradicional entre grandes ideias filosóficas e sua implementação prática em campos específicos como uma forma de ‘Iluminismo da ação’. Adotando o exemplo do treinamento de navegação do século XVIII, examina as contribuições de indivíduos como Lambert Heinrich Röhl (1724–1790), Christian Carl Lous (1724–1804) e Christian Gottlieb Daniel Müller (1753–1814), que desempenharam papéis fundamentais no avanço das reformas nesse campo. Durante o século XVIII, o conhecimento científico e os instrumentos técnicos no campo da navegação se desenvolveram significativamente, mas os marinheiros continuavam profundamente desconfiados do conhecimento teórico, auxílios técnicos e qualificações formais. Iniciativas lideradas por acadêmicos e sociedades civis, notadamente a ‘Patriotische Gesellschaft’ em Hamburgo, para aprimorar o treinamento em navegação servem assim como uma ilustração principal de como o ‘Iluminismo marítimo’ se manifestou como uma forma distinta de Iluminismo popular. A oposição programática à ignorância, imaturidade, rotina e preconceito em favor da utilidade, melhoria e progresso pode ser vista como uma expressão da ideia específica de racionalidade no Iluminismo marítimo nos países de língua alemã, enquanto regulação, disciplina e hierarquia eram dominantes dentro da marinha britânica.