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Quando a convivialidade oculta a desigualdade: Lélia Gonzalez e a democracia racial brasileira

Rúrion Soares Melo

Autor
Rúrion Soares Melo
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
23 / 3
Ano
2025
DOI
10.5007/1677-2954.2024.e105109
Páginas
357-379
Idioma
pt
2025Rúrion Soares Melo. Quando a convivialidade oculta a desigualdade: Lélia Gonzalez e a democracia racial brasileira. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 23, n. 3, p. 357-379, 2025.2

A ideia de democracia racial, também conhecida como mito da democracia racial, não é apenas uma crença equivocada. Na verdade, engloba um conjunto de mecanismos que regulam as práticas sociais, as relações de poder, as formas de interação social e o pensamento coletivo dentro de um sistema de dominação étnico-racial historicamente estabelecido. Com base na análise de Lélia Gonzalez, procuraremos investigar quais ações sociais concretizam, apoiam e ao mesmo tempo dificultam a percepção do racismo cotidiano. Como podemos explicar a ampla aceitação e propagação do mito da democracia racial? E o que o mito da democracia racial esconde, além do que ele revela? O objetivo deste texto é compreender a questão paradigmática da democracia racial brasileira, assumindo indiretamente o quadro conceitual da relação entre convivialidade e desigualdade. Como o convivialidade esconde as desigualdades? E como o nexo de convivialidade e desigualdade poderia contribuir para a compreensão da democracia racial? Lélia Gonzalez pode nos ajudar a encontrar respostas para essas perguntas.