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QUATRO OBJEÇÕES DE JOHN SEARLE AO COGNITIVISMO

Rodrigo Canal

Autor
Rodrigo Canal
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
1 / 01
Ano
2009
DOI
10.36311/1984-8900.2009.v1n01.4298
Páginas
171-185
Idioma
pt
2009Rodrigo Canal. QUATRO OBJEÇÕES DE JOHN SEARLE AO COGNITIVISMO. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 1, n. 01, p. 171-185, 2009.2

Cognitivismo é uma tendência recente da Ciência Cognitiva que defende que o computador fornece uma imagem correta da natureza do mental, e não deve ser visto como metáfora apenas. No entanto, esta visão não se compromete em afirmar que computadores têm, literalmente, estados mentais, mas somente que o cérebro efetua processamento de informação: pensar, por exemplo, seria processar informação. Ora, se processar informação é, justamente, manipular símbolos, e os computadores digitais efetuam processamento de informação, então a melhor maneira de se estudar a mente seria através de modelos computacionais (vide programas de computador) que simulassem o funcionamento da mente. Bem, o objetivo deste trabalho se restringirá e se situará nesse ambiente de discussão entre Searle e o Cognitivismo. Vamos nos comprometer aqui em apresentar e discutir algumas dificuldades que Searle, em suas investigações e pesquisas, considera estarem presentes nessa visão, dificuldades essas que têm sérias conseqüências para os estudos da mente em geral e para a Ciência Cognitiva em particular. Visto que o autor pondera que os resultados de seu experimento mental do argumento da sala chinesa não atingiram esta visão, que dificuldades Searle levanta à tese de que o cérebro é um computador digital que efetua processamento de informação? Continuariam elas a serem obstáculos aos modelos computacionais da mente, isto é, ao modo cognitivista de estudar a mente? Estas são as perguntas básicas que este trabalho visa responder, e este é seu objetivo principal.