¿Qué quiere decir eso? : Los desafíos de la referencia en un modelo holista del lenguaje
Kenio Angelo Dantas Freitas Estrela
- Autor
- Kenio Angelo Dantas Freitas Estrela
- Revista
- PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
- Edição
- 16 / 39
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.26694/pensando.vol16i39.6746
- Páginas
- 51-63
- Idioma
- es
Neste artigo, examinamos as anáforas e catáforas a partir da perspectiva do holismo semântico moderado, com o objetivo de analisar como se constroem as referências na linguagem natural, especialmente em casos em que os métodos locais de interpretação se mostram insuficientes. A partir de alguns exemplos em cinco idiomas, argumentamos que a referência pronominal não é uma operação isolada, mas um processo que depende do discurso, do contexto e das crenças compartilhadas entre os falantes. Em contraste com os modelos clássicos de composição do significado, como os de Heim, Kamp e Partee – que estabilizam a interpretação por meio de coindexação ou escopo –, propomos uma alternativa mais flexível: o holismo semântico moderado desenvolvido por Jackman. Essa versão do holismo semântico sustenta que o significado não está fixado na própria oração, mas se constrói ao longo do discurso, por meio de redes dinâmicas de sentido e expectativas racionais. Nessa perspectiva, as anáforas e catáforas não apenas geram conexões gramaticais, mas também dependem de processos inferenciais distribuídos. Nossa análise conclui com uma reflexão filosófica que convida a ampliar a noção de significado em direção a modelos sensíveis ao uso real da linguagem, à cooperação comunicativa e às práticas linguísticas compartilhadas.
