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Quem enfrentar um monstro deve tomar cuidado para não se tornar outro: Peter Sloterdijk e a negação da Teoria Crítica

Bräulio Marques Rodrigues

Autor
Bräulio Marques Rodrigues
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
48
Ano
2025
DOI
10.1590/0101-3173.2025.v48.n4.e025045
Páginas
e025045
Idioma
pt
2025Bräulio Marques Rodrigues. Quem enfrentar um monstro deve tomar cuidado para não se tornar outro: Peter Sloterdijk e a negação da Teoria Crítica. Trans/Form/Ação, v. 48, p. e025045, 2025.2

A partir do diagnóstico de Peter Sloterdijk sobre o estatuto político da teoria, na filosofia contemporânea alemã, este artigo analisa criticamente a abordagem da Teoria Crítica [Kritische Theorie] de Jürgen Habermas e seus desdobramentos, em Axel Honneth. Argumenta-se que Sloterdijk rejeita o papel central da negatividade e da consciência infeliz, na tradição da Teoria Crítica, reinterpretando a crítica social em função de um viés nietzschiano. O trabalho investiga essa oposição, por meio de uma análise comparativa entre Sloterdijk, Habermas e Honneth, destacando como a proposta sloterdijkiana rompe com a racionalidade discursiva habermasiana e sugere uma reconstrução da crítica filosófica, baseada na autoafirmação timótica e na lógica da dádiva. A pesquisa conclui que, ao deslocar a crítica da ideologia para um paradigma afirmativo, Sloterdijk reformula a relação entre teoria, política e subjetividade, desafiando os pressupostos normativos da Teoria Crítica e apontando para um modelo alternativo de emancipação, amparado na autoconstituição do sujeito.