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Racismo epistêmico: o silenciamento da filosofia africana antiga na metafísica de Aristóteles

Francisco Erik Washington Marques da Silva

Autor
Francisco Erik Washington Marques da Silva
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
25 / 2
Ano
2025
DOI
10.31977/grirfi.v25i2.5329
Páginas
253-273
Idioma
pt
2025Francisco Erik Washington Marques da Silva. Racismo epistêmico: o silenciamento da filosofia africana antiga na metafísica de Aristóteles. Griot : Revista de Filosofia, v. 25, n. 2, p. 253-273, 2025.4

Este artigo, inserido dentro do campo interdisciplinar, composto por Filosofia e Linguística, tem como objetivo analisar o discurso filosófico aristotélico, especialmente na forma como esse discurso contribui para a construção do silenciamento e racismo epistêmico no que se refere a filosofia africana antiga (James, 2022; Obenga, 2004). Deste modo, sistematizamos o conceito de silenciamento discursivo (Orlandi, 1992), para investigar o racismo epistêmico (Grosfoguel, 2011; 2016; Noguera, 2014; Ocoró; 2020; 2021) presente na obra Metafísica de Aristóteles (2012). Assim, o silenciamento é concebido e aplicado pelo discurso filosófico de Aristóteles, por meio do não-dito, não-citado e não-referenciado, fundando assim uma forma de encarar os conhecimentos filosóficos egípcios como não tendo legitimidade filosófica, visto a sua não-referencialização na sistematização da filosofia em Aristóteles. Conclui-se então, que a relação entre racismo epistêmico e silenciamento discursivo causa apagamento histórico dos sujeitos negros/as como produtores de conhecimento, reverberando assim a consequências sociorraciais que vão de Aristóteles aos dias atuais.