REALISMO, CONTINUIDADE TEÓRICA E A REVOLUÇÃO QUÍMICA
Gabriel Chiarotti Sardi, Débora de Oliveira Silva
- Autor
- Gabriel Chiarotti Sardi, Débora de Oliveira Silva
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 13 / 26
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2022v13n26p575-590
- Páginas
- 575-590
- Idioma
- pt
O realismo científico é a postura filosófica que defende que as teorias científicas caminham progressivamente rumo a uma verdade aproximativa, bem como que as entidades inobserváveis postuladas por elas realmente existem. Como um realista pode lidar com episódios históricos em que importantes teorias do passado foram abandonadas juntamente com suas entidades? O objetivo do presente artigo é examinar a resposta realista de Stathis Psillos diante do caso da Revolução Química do século XVIII em que a teoria do flogisto foi suplantada pela teoria do oxigênio. Argumentaremos que, embora interessante, a proposta de Psillos não parece tão eficaz para lidar com o problema da continuidade teórica neste caso específico.
