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REBATENDO O ARGUMENTO CAUSAL CONTRA O REALISMO INGÊNUO: UMA ANÁLISE DO PRINCÍPIO DE MESMAS CAUSAS/MESMOS EFEITOS DE ROBINSON

Ícaro Miguel Ibiapina Machado

Autor
Ícaro Miguel Ibiapina Machado
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
16 / 40
Ano
2024
DOI
10.36311/1984-8900.2024.v16n40.p238-267
Páginas
238-267
Idioma
pt
2024Ícaro Miguel Ibiapina Machado. REBATENDO O ARGUMENTO CAUSAL CONTRA O REALISMO INGÊNUO: UMA ANÁLISE DO PRINCÍPIO DE MESMAS CAUSAS/MESMOS EFEITOS DE ROBINSON. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 16, n. 40, p. 238-267, 2024.2

O Realismo Ingênuo postula que as percepções envolvem a consciência direta de entidades independentes da mente. Essa perspectiva sobre a percepção é frequentemente elogiada por suas supostas vantagens sobre teorias concorrentes, incluindo sua capacidade de dar conta de aspectos cognitivos, epistêmicos e fenomenais. No entanto, o Realismo Ingênuo enfrenta objeções, especialmente provenientes do Argumento Causal. Uma versão específica desse argumento, proposta por Howard Robinson, e amplamente negligenciada no discurso acadêmico, é criticamente examinada aqui. No presente estudo, ela passou por inúmeras discussões exegéticas, revelando que sua proposição central afirma que os efeitos que compartilham o mesmo padrão causal geral devem ser intrinsecamente idênticos, entrando em conflito com o realismo ingênuo. Nossa avaliação crítica do argumento mostra que essa ideia é criticada por ser um princípio causal geral implausivelmente equivocado, considerando vários contraexemplos, especialmente sobreposição de padrões causais.