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Reflexões sobre o Conceito de Verdade: articulação da ‘adequatio’ de Tomás de Aquino e o Saber absoluto de Hegel

Robson Caixeta Silva

Autor
Robson Caixeta Silva
Revista
Kalagatos
Edição
23 / 2
Ano
2026
DOI
10.52521/2mjvrp89
Páginas
e26024-e26024
Idioma
pt
2026Robson Caixeta Silva. Reflexões sobre o Conceito de Verdade: articulação da ‘adequatio’ de Tomás de Aquino e o Saber absoluto de Hegel. Kalagatos, v. 23, n. 2, p. e26024-e26024, 2026.3

O presente artigo tem como objetivo examinar sistematicamente a definição tomista de verdade como adaequatio rei et intellectus e o estatuto da verdade em Deus, confrontando‐a com a concepção hegeliana de verdade como processo que culmina no Saber absoluto; além disso, pretende testar a hipótese de uma articulação conceitual entre adaequatio e Saber absoluto; e indicar limites e desdobramentos dessa comparação. Entende-se que ao pôr em diálogo duas matrizes teóricas clássicas, o estudo ilumina a relação ser–pensar e requalifica o problema contemporâneo da inteligibilidade do real, evitando tanto um realismo estático quanto um construtivismo estrito; a importância do confronto está em lançar luzes sobre a tensão entre pensamento e realidade, finito e infinito. Para fazer isso, o referencial teórico utilizado teve como fontes primárias o De Veritate (q.1, a.1; a.7) e a Fenomenologia do Espírito (cap. final, §§798–808), com apoio da Enciclopédia para o tratar sobre Espírito absoluto, articuladas a comentadores. A partir dessas, o trabalho se divide em três partes: no primeiro momento se procura entender a verdade em Deus como adequação por identidade; no segundo momento procura-se entender o absoluto hegeliano como autoconhecimento do Espírito; no terceiro momento, faz-se uma comparação criteriosa orientada por um ponto de convergência teológico-metafísico (verdade em Deus/Espírito absoluto), avaliando compatibilidades e assimetrias. Em síntese, o trabalho sustenta uma proximidade qualificada entre adaequatio e Saber absoluto sem apagar divergências estruturais, propondo a unidade de ser e pensar ancorada no absoluto como chave interpretativa.