- Autor
- Lucas Ribeiro Vollet
- Revista
- Geltung, revista de estudos das origens da filosofia contemporânea
- Edição
- 2 / 2
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.23925/2764-0892.2024.v2.n2.e64793
- Páginas
- e64793
- Idioma
- en
Argumentamos que o recente debate sobre o significado e a identificação de conteúdo levou a uma mudança nas circunstâncias teóricas que favoreceram a divergência de Frege em relação a Kant. A crítica de Quine à distinção teórica das identidades intensionais removeu a certeza de que podemos distinguir identificações necessárias de acidentais de conteúdo. O declínio da estabilidade da linguagem como objeto central para o estudo de atributos reconhecíveis e predeterminados de informação significativa marca o fim da era do otimismo filosófico sobre a superioridade da análise da linguagem em relação ao psicologismo e leva a um ressurgimento da ênfase filosófica no estudo da mente e da cognição. A extensão dessa mudança é tal que a discrepância central entre a metodologia formal de quantificação de segunda ordem de Frege e a teoria sintética de identificação de conteúdo de Kant perdeu sua importância. Com a remoção dessas circunstâncias e a erosão dessa discrepância, podemos agora perceber os aspectos em que a teoria de Frege é consistente com, em vez de diretamente oposta a, a perspectiva cognitiva que o próprio Kant endossa. Esses aspectos sempre estiveram presentes, mas sob condições desfavoráveis foram suprimidos ou desconsiderados.
