REPENSAR AS RESISTÊNCIAS A PARTIR DAS NARRATIVAS: A POTÊNCIA DESCOLONIZADORA DA AULA DE CAMPO
Cauê Almeida Galvão, Danielly Silva dos Santos, Camila Brito de Lima Cândido
- Autor
- Cauê Almeida Galvão, Danielly Silva dos Santos, Camila Brito de Lima Cândido
- Revista
- Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
- Edição
- 25 / 01
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.21680/1984-3879.2025v25n01ID39851
- Páginas
- RE05
- Idioma
- pt
O presente artigo discorre sobre a experiência vivida por duas alunas do curso de Pedagogia da UFRN durante uma aula de campo em União dos Palmares/AL. Entende-se a aula de campo como uma ferramenta de extrema importância para o processo educativo, haja vista que ela permite uma imersão mais profunda nos conteúdos estudados em sala de aula, aproximando os alunos da realidade prática e histórica. Portanto, levando em consideração a gama de conhecimentos adquiridos durante a experiência fora dos muros da escola, o trabalho busca trazer uma abordagem que correlaciona teoria e prática, a partir da ponte entre os saberes estudados no âmbito acadêmico e as vivências ocorridas nos seguintes espaços: Angola Janga (Quilombo dos Palmares), Fazenda Anhumas e Casa Museu Maria Mariá. Dessa forma, o objetivo do documento é disseminar outras vozes, trazendo reflexões sobre resistência a partir de narrativas sufocadas e explorando temas como: privilégio simbólico da branquitude, o protagonismo feminino e o valor formativo e descolonizador da aula de campo. Além disso, busca-se, com este relato, desmistificar a visão estereotipada e reducionista que muitos ainda têm sobre Angola Janga. Logo, é fundamental pensarmos em uma perspectiva de descolonização dos currículos para que possamos, a partir das práticas pedagógicas, ensinar aos nossos alunos que não devemos apagar histórias, pelo contrário, deve-se resgatá-las e não prevalecer na crença cega de que só existe uma história única e imutável.
