Representações mentais ou neurais: justificando a terminologia utilizada na neurociência cognitiva
Fabiana Mesquita Carvalho, Nara M. Figueiredo
- Autor
- Fabiana Mesquita Carvalho, Nara M. Figueiredo
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 65 / 2
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2020.2.35387
- Páginas
- e35387
- Idioma
- en
Neste artigo, investigamos se um dos usos mais comuns do conceito de representação é justificável, sugerindo as condições sob as quais ele pode ser aceito e como pode ser relacionado aos estados mentais. Apresentamos estados mentais em termos de experiências privadas e eventos públicos. Argumentamos que uma representação é uma relação que envolve três elementos principais, bem como o usuário da representação, e defendemos que as condições nas quais podemos conceber a atividade neural como representativa são definidas pelo contexto da observação de uma correlação entre eventos públicos e padrões de atividade neural. Nosso objetivo é demonstrar que a atividade neural pode ser vista como representacional e não representacional - mas constitutiva - dependendo se estamos considerando eventos públicos sob a perspectiva do observador, ou se estamos considerando experiências privadas sob a perspectiva subjetiva.
