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RESISTÊNCIA EM VERSOS: UMA LEITURA DIALÓGICA-DISCURSIVA DO SLAM ESTATÍSTICA, DE JÉSSICA PRETA

Priscila Nunes Brazil, Laura Isabela Souza Bellarmino Ximenes, Roberta Andrade Meneses, Adlene Pereira de Andrade

Autor
Priscila Nunes Brazil, Laura Isabela Souza Bellarmino Ximenes, Roberta Andrade Meneses, Adlene Pereira de Andrade
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
25 / 2
Ano
2025
DOI
10.21680/1984-3879.2025v25n2ID41913
Páginas
BHK19
Idioma
pt
2025Priscila Nunes Brazil, Laura Isabela Souza Bellarmino Ximenes, Roberta Andrade Meneses, Adlene Pereira de Andrade. RESISTÊNCIA EM VERSOS: UMA LEITURA DIALÓGICA-DISCURSIVA DO SLAM ESTATÍSTICA, DE JÉSSICA PRETA. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 25, n. 2, p. BHK19, 2025.3

O presente artigo analisa o poema Estatística, de Jéssica Preta, a partir da Teoria Dialógica da Linguagem, concebendo o slam poetry como gênero discursivo de resistência. A investigação parte da compreensão de que a linguagem, segundo Bakhtin e o Círculo, é prática social marcada pela responsividade e pela interação entre múltiplas vozes. Nesse sentido, o poema é interpretado como um ato ético e político que confronta discursos hegemônicos e denuncia as violências de gênero naturalizadas socialmente. A partir de uma abordagem documental e interpretativista, observa-se como o texto poético ressignifica dados estatísticos e transforma números em enunciados de denúncia e reexistência. A análise evidencia que a escrita de Jéssica Preta se aproxima da noção de escrevivência proposta por Conceição Evaristo, constituindo-se como um gesto de resistência e afirmação das experiências das mulheres negras e periféricas. Assim, o slam se revela como um espaço dialógico de luta, expressão e transformação, reafirmando o poder da palavra como instrumento ético, estético e político.