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REVELAR A NATUREZA: ARTE E METAFÍSICA NAS OBRAS DE BERGSON E RAVAISSON

Rauan de Oliveira Luiz

Autor
Rauan de Oliveira Luiz
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
17 / 42
Ano
2025
DOI
10.36311/1984-8900.2025.v17n42.p248-271
Páginas
238-261
Idioma
pt
2025Rauan de Oliveira Luiz. REVELAR A NATUREZA: ARTE E METAFÍSICA NAS OBRAS DE BERGSON E RAVAISSON. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 17, n. 42, p. 238-261, 2025.3

Já em 1911, enquanto trabalhava na redação de sua última grande obra, Bergson declarou se dedicar à estética em seus estudos tendo em vista sua proximidade com a moral. Ainda que uma obra específica sobre as concepções artísticas nunca tenha se concretizado, As Duas Fontes da Moral e da Religião nos ofereceu uma ampla exposição da experiência estética e suas implicações. Todavia, propomos examinar os apontamentos bergsonianos concernentes ao tema da estética por outra via: através de O Riso. É evidente, tal como discorre Dominique Janicaud, que o filósofo da duração frequentemente “bergsoniza” a filosofia de Ravaisson. Isso sugere que ao mencionar as teses de seu predecessor Bergson pode estar também, em certos casos, apresentando suas próprias. Assim, propomos a leitura complementar de parte de O Riso com excertos da obra de Ravaisson para demonstrar que, para ambos os autores, a arte pode ser considerada uma espécie de “metafísica figurada” a qual possui como objetivo principal revelar a multiplicidade da natureza.