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Rorty: uma utopia de primazia da literatura e da liberdade

Vigevando Araújo de Sousa, Wilker de Carvalho Marques

Autor
Vigevando Araújo de Sousa, Wilker de Carvalho Marques
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
22 / 2
Ano
2022
DOI
10.31977/grirfi.v22i2.2826
Páginas
206-214
Idioma
pt
2022Vigevando Araújo de Sousa, Wilker de Carvalho Marques. Rorty: uma utopia de primazia da literatura e da liberdade. Griot : Revista de Filosofia, v. 22, n. 2, p. 206-214, 2022.2

Richard Rorty (1931-2007) destacou-se como relevante pensador da vida política contemporânea, além de construir um arcabouço de ideias acerca da linguagem, da cultura, da liberdade e da solidariedade. Uma de suas bandeiras mais recorrentes foi a primazia da literatura em relação à filosofia e da liberdade em relação à verdade. Para os fins do presente artigo, partimos de trechos da entrevista de Rorty por Helmut Mayer e Wolfgang Ulrich, compilada no texto É bom persuadir, em Cuida da liberdade que a verdade cuidará de si mesma. Além desse texto, lançamos mão também de Filosofia e esperança social (de 1999), e, em especial, Educação como socialização e individualização (de 1989), texto em que o autor, afastando-se do entusiasmo pela filosofia tradicional e defendendo a adoção de uma filosofia edificante, defende a primazia da liberdade sobre a verdade assumindo, por conseguinte, uma postura marcantemente antidogmática, antiessencialista e antifundacionista.