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Roupnel e Bachelard: devaneios e espacialidades geopoéticas

Gabriel Kafure da Rocha

Autor
Gabriel Kafure da Rocha
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
24 / 2
Ano
2020
DOI
10.5216/phi.v24i2.47851
Idioma
pt
2020Gabriel Kafure da Rocha. Roupnel e Bachelard: devaneios e espacialidades geopoéticas. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 24, n. 2, 2020.2

A presente investigação pretende defender a ideia, como homenagem após os 60 anos da morte de Gaston Roupnel (1871-1946), de que há uma influência que vai além da noção de Instante como descontinuidade sobre Bachelard (1884-1962). Por essa via, a virada da filosofia bachelardiana para a crítica literária e poética perpassa uma cosmovisão influênciada por Roupnel em Siloë (obra muito rara, geralmente citada indiretamente e ainda não traduzida para o português). Ao ter acesso direto a esse texto percebe-se que ali se dá um recomeço, uma nova ontogênese da vida para a ideia de devaneios espaciais de uma perspectiva que une duração e instante, espaço e tempo. Nesse sentido, pretendemos desvelar a influência roupneliana sobre Bachelard por fora de A intuição do instante, no intuito de demonstrar a hipótese que foi a partir de Siloë que se abre o espaço para o devaneio bachelardiano.