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Rousseau e o paradoxo da censura

José Benedito de Almeida Júnior, Loyana Christian de Lima Tomaz, Luciana Xavier de Castro

Autor
José Benedito de Almeida Júnior, Loyana Christian de Lima Tomaz, Luciana Xavier de Castro
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
18 / 2
Ano
2018
DOI
10.31977/grirfi.v18i2.978
Páginas
176-186
Idioma
pt
2018José Benedito de Almeida Júnior, Loyana Christian de Lima Tomaz, Luciana Xavier de Castro. Rousseau e o paradoxo da censura. Griot : Revista de Filosofia, v. 18, n. 2, p. 176-186, 2018.2

Este artigo tem por objetivo analisar a aparente contradição entre a instituição da censura no Contrato Social de Rousseau e a censura que sofreu em Genebra e Paris. Para tanto analisaremos o conceito de censura no Contrato Social e os argumentos utilizados por Rousseau nas obras Cartas escritas da Montanha e a Carta à Christophe Beaumont, com apoio na obra de alguns comentadores da obra política de Rousseau. Nossos estudos nos levam a concluir que Jean-Jacques Rousseau admite, de fato, a possibilidade da instituição da censura, no entanto, a ação dos censores deve ser restrita pela opinião pública, tal como a do príncipe em relação às leis. Além disso, se há um processo semelhante deveria atender todos os requisitos da legislação civil do Estado no qual ocorre. Tanto em Paris, como em Genebra Rousseau discorda do modo como procederam em relação às suas obras e sua pessoa.