- Autor
- Luciene Antunes Alves
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 4 / 1
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.18012/arf.2016.30022
- Páginas
- p.133-144
- Idioma
- pt
Até que ponto os sentimentos são importantes na filosofia de Rousseau? É possível realizar leis ligadas ao coração? É factível que minha lei sobreponha-se às de outros corações? Como a singularidade ou a individualidade pode elevar-se à universalidade ética? A lei em Rousseau é puramente racional ou sentimental? A partir dessas indagações, faremos um apanhado crítico sobre os sentimentos, o individualismo e a lei interna em Rousseau. Nossa análise terá também como base a questão da “lei do coração” em Hegel localizada na Fenomenologia do Espírito, precisamente no capítulo V (“Certeza e Verdade da Razão”). Muitos críticos atribuem essa referência à tendência individualista (ou singular) e demasiadamente romântica em alguns escritos rousseaunianos. Utilizaremos algumas edições críticas e traduções modernas disponíveis dos pensadores em questão e de outros que tornarem o estudo mais preciso e enriquecedor.
