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Saber que imagina, imaginar que sabe: considerações sobre a Parte II da Ética de Espinosa

Gabriel Domingues da Silva

Autor
Gabriel Domingues da Silva
Revista
Cadernos Espinosanos
Edição
53
Ano
2025
DOI
10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2025.244297
Páginas
203-234
Idioma
pt-BR
2025Gabriel Domingues da Silva. Saber que imagina, imaginar que sabe: considerações sobre a Parte II da Ética de Espinosa. Cadernos Espinosanos, n. 53, p. 203-234, 2025.4

A imaginação, como forma de conhecimento, desempenha um papel crucial na filosofia de Espinosa, particularmente articulada no Livro II da Ética. Este livro explora a gênese da imaginação e suas intrincadas relações com ideias, afecções corporais, conhecimento inadequado e adequação. Neste artigo, aprofundamos as implicações da formulação da imaginação de Espinosa na Ética, destacando sua natureza como um gênero de conhecimento necessário. Ao analisar o Livro II, pretendemos delinear como a imaginação se torna uma forma crucial de conhecimento tendo em vista suas relações estruturantes enraizadas nas experiências corporais. Consequentemente, esse conhecimento é inerentemente direcionado para o singular, especialmente no que diz respeito ao próprio corpo e às ideias imaginativas.