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Sabiá no III Festival Internacional da Canção: vaia e ocaso da estética bossa novista de Tom Jobim

Fabio Guilherme Poletto

Autor
Fabio Guilherme Poletto
Revista
Antíteses
Edição
8 / 15
Ano
2015
DOI
10.5433/1984-3356.2015v8n15p43
Páginas
43-66
Idioma
pt
2015Fabio Guilherme Poletto. Sabiá no III Festival Internacional da Canção: vaia e ocaso da estética bossa novista de Tom Jobim. Antíteses, v. 8, n. 15, p. 43-66, 2015.2

Este artigo aborda a canção Sabiá, composição de Tom Jobim e Chico Buarque. Mobiliza diferentes séries de fontes com o objetivo de reconstituir historicamente a vaia à apresentação da canção durante o III Festival Internacional da Canção, realizado em 1968 na cidade do Rio de Janeiro. Procura evidenciar como este episódio catalisou a existência de diferentes expectativas sobre a canção popular e seu papel como veículo para ideais de modernidade em meio às interferências do ambiente autoritário no campo cultural e político. Em seguida, com base na análise dos parâmetros constitutivos da canção, sugere possibilidades de compreensão de sua construção poético musical em diálogo crítico com suas reverberações no plano cultural.