- Autor
- Xinghua Zhang
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 48 / 5
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2025.v48.n5.e025203
- Páginas
- e025203
- Idioma
- en
Este artigo explora como a animação digital da Ásia Oriental encarna ecologicamente o espírito da natureza, visualizando o qi (气) do taoísmo, a interexistência do budismo mahayana e o kami (神) do xintoísmo. Através de símbolos visuais, estruturas narrativas e desenhos sensoriais, esses meios animam paisagens e entidades não humanas como presenças sensíveis, refletindo visões de mundo ecológicas, fundamentadas na harmonia, reverência e não dualidade. O estudo analisa obras digitais selecionadas, para demonstrar como a animação digital transforma ideias filosóficas abstratas em experiências concretas e afetivas, como renderizar o fluxo de qi através de nuvens e água em mudança, ou retratar a interdependência cármica, através da narrativa cíclica. Ao centrar cosmologias taoístas, budistas e xintoístas, o texto apresenta um modelo não ocidental de ética ecológica e imaginação. Em última análise, posiciona a animação digital como uma prática sagrada de encarnação ecológica, sintonizada com a vitalidade espiritual do mundo natural. Submissão: 12/09/2025 – Decisão: 17/10/2025 – Revisão: 11/11/2025 – Publicação: 20/11/2025
