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Schopenhauer e a teoria política do individualismo possessivo

Flamarion Caldeira Ramos

Autor
Flamarion Caldeira Ramos
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 27
Ano
2015
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v2i27p72-83
Páginas
72-83
Idioma
pt-BR
2015Flamarion Caldeira Ramos. Schopenhauer e a teoria política do individualismo possessivo. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 27, p. 72-83, 2015.4

A teoria política de Schopenhauer parte de premissas próximas à teoria de Hobbes: o egoísmo e a competição levam à necessidade do contrato social para garantir a segurança na vida em sociedade. Embora seja constantemente comparado a Hobbes em sua descrição da natureza humana, Schopenhauer chegará a conclusões diametralmente opostas: afirmará a existência do direito natural para além do pacto social assim como o direito à propriedade independente do Estado. Este último, longe de assemelhar-se ao Leviatã hobbesiano, terá um papel bem limitado: apenas a garantia da lei e da segurança, sem interferir muito na vida dos indivíduos. Mesclando elementos liberais e conservadores, a teoria política de Schopenhauer está mais próxima da teoria de Locke do que daquela exposta pelo autor do De Cive. Tentarei desenvolver essa hipótese em minha comunicação.