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Schopenhauer e a topica admirationis: sobre a origem da filosofia

M. R. Engler

Autor
M. R. Engler
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
42 / 3
Ano
2019
DOI
10.1590/0101-3173.2019.v42n3.02.p9
Páginas
9-32
Idioma
pt
2019M. R. Engler. Schopenhauer e a topica admirationis: sobre a origem da filosofia. Trans/Form/Ação, v. 42, n. 3, p. 9-32, 2019.3

No texto A necessidade metafísica do homem, Schopenhauer elabora importantes considerações sobre sua metafísica imanente e, na ânsia de explicar por que o homem filosofa, alia-se a uma longa tradição de pensadores que veem na admiração (thaumázein) o impulso (Anstoß) metafísico do homem. Ele reinterpreta assim as duas mais famosas sentenças sobre o tema (Platão e Aristóteles) consoante o tom fundamental de sua filosofia. A origem da filosofia torna-se o resultado de fenômenos como a separação entre Vontade e intelecto e a constatação de que o mundo que agora é poderia perfeitamente não ser. A isso se unem a contemplação dos males do mundo e a consciência da finitude humana (morte). No fim, desse conjunto de fatores emergem os sistemas metafísicos e religiosos. Este artigo comenta detidamente essas ideias, sua relação com os filósofos antigos e a originalidade da reinterpretação de Schopenhauer. Recebido: 18/12/2017Aceito: 26/09/2019