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SENSUALISMO E ANTIMATERIALISMO EM ROUSSEAU

Gustavo Cunha BEZERRA

Autor
Gustavo Cunha BEZERRA
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
39 / 3
Ano
2016
DOI
10.1590/S0101-31732016000300004
Idioma
pt
2016Gustavo Cunha BEZERRA. SENSUALISMO E ANTIMATERIALISMO EM ROUSSEAU. Trans/Form/Ação, v. 39, n. 3, 2016.3

Procuraremos analisar, neste artigo, o duplo movimento do pensamento rousseauniano, que, se, por um lado, se apresenta acentuadamente sensualista, principalmente nos primeiros livros do Emílio, por outro lado, encontra o limite desse sensualismo nas consequências extremas do materialismo de Diderot e Helvétius. Apontaremos aqui a proximidade de Rousseau com o pensamento que deriva da estátua hipotética de Condillac, mas que rejeita completamente a afirmação de que “julgar é sentir”, proclamada por Helvétius. Para o autor da Profissão de fé do Vigário saboiano, o julgamento não pode ser reduzido à passividade das sensações, mas é resultado da intervenção ativa do eu, uma vontade livre e inteligente.