- Autor
- Mariana Paolozzi
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 16 / 31
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2025v16n31p166-186
- Páginas
- 166-186
- Idioma
- pt
O artigo explora a intersecção entre tecnologia, sexualidade e ontologia na cultura digital contemporânea. A modernidade ocidental baseou-se em uma separação radical entre sujeitos e objetos, modelo que se mostra insustentável face às críticas decoloniais e aos estudos sociais da ciência e tecnologia. A pesquisa em ontologia busca, então, novas formas de compreender as relações entre atores humanos e não-humanos, impulsionada pela crise da representação política e pelo capitalismo autodestrutivo. O objetivo central é examinar outras ontologias a partir das demandas específicas da cultura digital, focando nas novas formas de experiência sexual mediadas pela plataformização digital. Para isso, a pesquisa utiliza a Teoria Ator-Rede como enquadramento metodológico e Teoria Queer como premissa de suspeita sobre a coerência ontológica dos sujeitos. A pesquisa destaca a condição "impura" do sexo, nunca exclusivamente orgânico, e como a subjetividade se realiza através de redes técnicas. Contudo, o sextech revela uma mudança de paradigma na construção dos afetos e na negociação dos desejos, impulsionado pela lógica da indústria capitalista.
