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SIMONDON E A PSICOLOGIA DA GESTALT: POR UMA AXIOMÁTICA METAESTÁVEL NOS ESTUDOS DA PERCEPÇÃO

Danilo Augusto Santos Melo, Bruno Soares Pinheiro, Sávio de Araújo Gomes

Autor
Danilo Augusto Santos Melo, Bruno Soares Pinheiro, Sávio de Araújo Gomes
Revista
Revista Dialectus
Edição
37 / 37
Ano
2025
DOI
10.36517/2025n37id96061
Páginas
196-207
Idioma
pt
2025Danilo Augusto Santos Melo, Bruno Soares Pinheiro, Sávio de Araújo Gomes. SIMONDON E A PSICOLOGIA DA GESTALT: POR UMA AXIOMÁTICA METAESTÁVEL NOS ESTUDOS DA PERCEPÇÃO. Revista Dialectus, v. 37, n. 37, p. 196-207, 2025.3

Os estudos capitaneados pelos teóricos da Gestalt estabeleceram importantes avanços em relação ao campo de investigação da percepção na psicologia, sobretudo acerca do elementarismo presente na abordagem associacionista, perspectiva prevalente até aquele momento. No entanto, apesar dos avanços epistemológicos, a psicologia da Gestalt manteve sua posição ontológica equivalente à perspectiva da qual se opôs ao privilegiar e substancializar o conceito de forma. Encontramos na filosofia da individuação de Gilbert Simondon uma abordagem que retoma os estudos da percepção desde uma axiomática que renova suas condições ontológicas ao substituir o modo de pensamento pautado na noção de equilíbrio estável, inerente à psicologia da Gestalt, por uma perspectiva intensiva e metaestável que busca investigar a forma a partir de seu processo de gênese. Ao adotar tal direção, Simondon concebe o indivíduo como uma realidade transdutiva a partir da qual a gênese da percepção é contemporânea tanto da individuação do psiquismo quanto do coletivo, lançando assim as bases de uma axiomática transindividual aplicada à investigação dos processos perceptivos.