Voltar para Artigos
Artigos

Singularidade e repetição: : "eterno retorno" como sí­mbolo da afirmatividade trágica

Dax Moraes

Autor
Dax Moraes
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
1 / 1
Ano
2008
Páginas
81-97
Idioma
pt
2008Dax Moraes. Singularidade e repetição: : "eterno retorno" como sí­mbolo da afirmatividade trágica . Trilhas Filosóficas, v. 1, n. 1, p. 81-97, 2008.4

As reflexões sobre o eterno retorno, em geral, privilegiam os escritos póstumos de Nietzsche, onde aparece como uma espécie de tese positiva, de tal modo que alguns comentadores tendem a partir do eterno retorno como pensamento fundamental de Nietzsche. Adotando outra via, e desenvolvendo uma filosofia centrada na singularidade, ou "idiotia", Rosset, opondo-se a heidegger e mesmo a Deleuze, tenta mostrar ser estranha a Nietzsche a idéia de algo ser de tal modo dotado de um ser a ponto de uma tal identidade ser passí­vel de repetição. O singular, efêmero e pleno como o instante, é, ao invés, necessariamente irrepetí­vel. O eterno retorno é então apresentado como hipótese-sí­mbolo da afirmatividade trágica, a qual consistiria no efetivo pensamento fundamental de Nietzsche.